A tecnologia vem avançando a passos largos na área médica e com isso  elevado a expectativa de  vida das pessoas.  Entretanto, com o envelhecimento da população, doenças neurodegenerativas e as demências, como a Doença de Alzheimer, Parkinson, entre outros tem se apresentado cada vez mais freqüentes.

Nos últimos anos, as neurociências apontam que é possível desenvolver e  manter uma reserva cognitiva que adiaria os sintomas dos quadros degenerativos e do envelhecimento.

Esta reserva é formada por elementos tais como: capacidade de raciocínio, velocidade na tomada de decisões, disponibilidade da memória, entre outras funções.

 Mas estão o que é mesmo esta tal reserva cognitiva?

A Reserva Cognitiva é a capacidade do cérebro de armazenar por períodos prolongados as habilidades que foram adquiridas ao longo da vida, retardando e por vezes evitando o surgimento de sinais do envelhecimento e até mesmo os sintomas clínicos mais significativos no início dos quadros de adoecimento.  Sabe-se que as doenças neurodegenerativas são progressivas; no entanto a Reserva Cognitiva permite que o progresso da doença seja bem mais lento do que o em casos que este recurso foi pouco desenvolvido ou até mesmo explorado.

Frente a esta descoberta ter ciência de como desenvolver a sua reserva cognitiva se torna de relevância significativa. O grau de escolaridade, além da capacidade intelectual, o tipo de trabalho que a pessoa realizou durante a vida contribui para o desenvolvimento da Reserva Cognitiva.  Quando um indivíduo se envolve em uma tarefa desafiadora, cria-se uma série de conexões entre os neurônios, e essa estimulação neuronal, desenvolve e aprimora, a médio e longo, a Reserva Cognitiva.

Aspectos do estilo de vida podem estimular a Reserva Cognitiva, tornando o cérebro mais resistente, como o nível educacional, os exercícios físicos, as atividades de lazer e os relacionamentos sociais.

Mas não é preciso esperar detectar os sinais de dificuldades para começar a estimular a Reserva Cognitiva.  
A estimulação deve começar o mais cedo possível sendo a infância o ponto de partida, quando se incentiva as crianças aos desafios próprios para sua idade, através de jogos, brincadeiras, prática de esportes, motivá-las para a leitura e a cultura no geral. Ensinar às crianças hábitos mais saudáveis, fará com que na fase adulta elas tenham escolhas saudáveis, criando uma Reserva Cognitiva capaz de oferecer Qualidade de Vida na maturidade.

Apesar disso nunca é tarde para se começar e quando a  maturidade chega,  é importante que as atividades cognitivas sejam mantidas o máximo possível, pois o cérebro continua a ser estimulado continuamente e a Reserva Cognitiva  é preservada.

Essas novas descobertas lançam mais luz na importância da Reserva Cognitiva para manter nossos cérebros saudáveis em qualquer idade. À medida que envelhecemos, aumenta nosso risco de declínio cognitivo, ou seja, a velocidade de raciocínio e memória devem naturalmente diminuir na maioria de nós. Então, é importante e até imprescindível mantermos um estilo de vida saudável e o cérebro constantemente estimulado, como por exemplo, através de um treinamento sistematizado. Esse é o melhor remédio, e que não tem contra-indicação, para garantir a qualidade de vida ao longo dos anos.

 

Thais Martins Santos

Psicóloga da Clinlife

CRP 04 24 638

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