Comumente ouvimos as pessoas se queixarem de dores abdominais, diarréia ou constipação. Só que esse desequilíbrio terá reflexo em outra área do corpo a cabeça.

Estímulos de confusão na barriga viajam até o cérebro e contribuem para o humor e a concentração irem por água abaixo.

A curiosidade sobre os impactos dos distúrbios intestinais no cérebro incentivou a Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG) a realizar o primeiro estudo sobre a saúde intestinal da mulher brasileira.

Foram entrevistadas 3.029 mulheres sendo que dois terços dessas, afirmaram ter inchaço no ventre, flatulências e prisão de ventre.

Ao serem questionadas como esses incômodos influenciavam na qualidade de vida, 89% reconheceram ter variações de humor e 88% reclamavam de menos concentração nas tarefas cotidianas.

Sendo assim constata-se na prática, como os sintomas abdominais chegam a modificar nossos comportamentos, como relata a imunologista Violeta Niborski, gerente da Danone, empresa que participou do levantamento.

Os médicos já sabem que condições como a síndrome do intestino irritável, marcada por diarréia ou dificuldade de ir ao banheiro sem razão aparente, propicia nervosismo e depressão – assim como a ansiedade e o baixo-astral desequilibram a flora intestinal e patrocinam as crises.

As linhas mais atuais de pesquisa já afirmam que as interações perigosas não se limitam as alterações de humor. A saúde do intestino parece fazer diferença na probabilidade de desenvolvermos problemas neurológicos.

Em um experimento onde se comparou ratos de laboratório criados para não ter bactérias no intestino com animais dotados de flora, cientistas irlandeses observaram que os primeiros desenvolviam características típicas do autismo, como gastar tempo demais interagindo com um objeto.

Alguns estudos levantam a hipótese de que no Mal de Parkinson e na doença de Alzheimer a microbiota alterada leve à destruição de neurônios intestinais e isso progrida até o cérebro. Vale marcar que esses achados são recentes e carecem de mais provas.

Como se observa, a investigação do eixo intestino-microbiota-cérebro é recente, mas promissora.

Especialistas comparam o potencial de intervenção nesse eixo ao das prestigiadas células-tronco.

Thais Martins Santos

Psicóloga da Clinlife

CRP 04 24 638

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