Diante das inúmeras adversidades do cotidiano, a cada dia que passo, vejo as pessoas mais ansiosas e com mais dificuldade para viver o momento presente.

É fato que esse tipo de ansiedade não tem sido muito produtivo e pelo contrário, vemos cada vez mais as pessoas se adoecendo diante de seus dilemas, dificuldades, surpresas e maravilhas.

A cada dia somos convidados a rever ou até mesmo re-significar os desejos mais íntimos  surgem, justamente, a partir de nossas lutas e forças internas. Mas nem todas as pessoas estão atentas a esse convite e na ansiedade do que esta por vir se esquecem que o dia de hoje, era o amanhã de ontem, e que como tal foi muito investido com expectativas e sonhos.

Esta re leitura do contexto oportuniza viver a realidade diária, tendo como bússola a compreensão da experiência com significado, do empenho individual e de acordo com as potências e possibilidades mais íntimas e verdadeiras do ser.

Porque viver um dia de cada vez, requer dar VOZ e ESPAÇO a  ‘esperança’, apesar de tantas dificuldades e situações cotidianas reais, que  impõem o silêncio aos desejos. E não são desejos apenas, mas sim a força que motiva a viver pois,  são contextualizados em experiências de vida.

A consciência do que se deseja, apesar dos caminhos às vezes difíceis de serem seguidos,  traz a alegria de desejar, de esperar e de poder alcançar. E essa sensação tem a força  para enfrentar  o medo e o desespero.

Viver um dia de cada vez, seria então parte do próprio processo de descobertas de que mobiliza, e que  impulsiona a sentir se  vivo.

Este processo permitir que o desejo não seja amordaçado,  diante das feridas e cicatrizes da vida. Afinal  a resiliência, é uma habilidade que depende do tempo individual de elaboração interna e sem julgamentos, é criar para si mesmo novas formas de vida e de estar no mundo.

Ao dar vida as novas formas de caminhar e quem sabe até criar novos caminhos é, expressar a potência da vida, ampliando as possibilidades de nossa essência. Possibilidades essas que colocam em cheque  normas e regras, frequentemente, são tão opressoras.

Portanto viver um dia de cada vez pode ser, re-significar os sofrimentos e também dar chances, apesar das lágrimas, de contaminar-se pela alegria diante de simples ações cotidianas, como, por exemplo, receber um abraço amigo.

O que a vida vem ensinando a partir deste ponto de vista, é que  viver um dia de cada vez, diz  sobre aquilo que EU QUERO, mas também  sobre aquilo que EU POSSO, ou seja, daquilo que sou CAPAZ diante da minha singularidade.

Thais Martins Santos

Psicóloga da Clinlife

CRP 04 24 638

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